Cartão amarelo é a advertência oficial da Lei 12 do IFAB aplicada pelo árbitro a jogadores, técnicos ou comissão por conduta antidesportiva, dissentimento, infração persistente ou retardamento. O atleta segue em campo, mas qualquer segundo amarelo na mesma partida vira vermelho e expulsão. No Brasileirão Série A, três amarelos acumulados suspendem por um jogo.
Atualizado em 2026 com o novo regulamento da Copa do Mundo FIFA — que zera os cartões amarelos após a fase de grupos e novamente após as quartas de final —, o cartão amarelo segue como a ferramenta disciplinar mais usada no futebol mundial. A regra está prevista na Lei 12 das Laws of the Game, mantida pela IFAB e adotada por todas as confederações filiadas à FIFA, incluindo CBF, UEFA e CONMEBOL.
O sistema existe desde 1970, foi inventado pelo árbitro inglês Ken Aston e hoje cobre sete categorias de infração codificadas pelo IFAB. Este guia explica o que é o cartão amarelo, quando o árbitro aplica, quantos suspendem em cada competição e a diferença para o cartão vermelho.
Você sabia? O cartão amarelo nasceu de uma viagem de carro. Ken Aston, dirigindo pela Kensington High Street em Londres após o caótico Inglaterra x Argentina da Copa de 1966, parou em um semáforo e teve a ideia ao ver vermelho-pare e amarelo-atenção. O sistema estreou na Copa do México em 1970 e nenhum jogador foi expulso durante todo o torneio.
Índice
O que é cartão amarelo no futebol?
Cartão amarelo é a advertência disciplinar prevista na Lei 12 do IFAB que o árbitro mostra ao jogador, técnico ou membro de comissão por sete tipos de infração antidesportiva. O atleta permanece na partida, mas qualquer segunda advertência na mesma partida é convertida em cartão vermelho e expulsão automática, sem direito a substituição.
Na hierarquia disciplinar do futebol moderno, o cartão amarelo ocupa o nível intermediário entre a falta comum e a expulsão direta. A IFAB — entidade responsável pelas Laws of the Game adotadas pela FIFA, UEFA, CBF e todas as confederações filiadas — definiu sete categorias de conduta puníveis com amarelo. A advertência fica registrada na súmula da partida e, em torneios longos como Brasileirão Série A, Premier League e Champions League, alimenta um sistema de acumulação que pode suspender o jogador por uma ou mais rodadas.
Diferente da expulsão direta, o cartão amarelo isolado não pode ser revisado pelo VAR, exceto em casos de erro óbvio de identificação. A decisão fica a critério exclusivo do árbitro de campo, mesmo quando a infração aparece nítida no replay televisivo.
Quem inventou o cartão amarelo? A história de Ken Aston
O cartão amarelo é invenção do árbitro inglês Ken Aston, então presidente da Comissão de Árbitros da FIFA. A ideia surgiu como reação direta ao caos disciplinar da Copa do Mundo de 1966, disputada na Inglaterra e marcada por episódios de incomunicabilidade entre árbitros e atletas.

Árbitro aplicando cartão amarelo: sistema criado pelo inglês Ken Aston após Inglaterra x Argentina na Copa de 1966.
Inspiração do semáforo (1966)
Nas quartas de final de Inglaterra x Argentina, o árbitro alemão Rudolf Kreitlein expulsou o capitão argentino Antonio Rattín verbalmente — Rattín, que não falava alemão, recusou-se a deixar o campo por oito minutos enquanto a partida ficava paralisada. Aston, supervisor da arbitragem do torneio, identificou o problema: faltava uma sinalização visual independente de idioma.
Voltando para casa de carro pela Kensington High Street, em Londres, Aston parou em um semáforo e teve a solução. Amarelo significaria advertência — pega leve, mais um e está fora —, vermelho significaria expulsão imediata. As duas cores eram universais, simples e dispensavam tradução.
Estreia oficial na Copa do México (1970)
O sistema estreou oficialmente na Copa do Mundo de 1970, no México, e foi um sucesso técnico imediato. Naquela edição, considerada uma das mais limpas da história do torneio, nenhum jogador foi expulso por cartão vermelho. A FIFA expandiu o uso para todas as competições internacionais nos anos seguintes, e o IFAB consolidou os cartões coloridos na Lei 12 das Laws of the Game na revisão de 1992, formato adotado até hoje no campo regulamentar da FIFA.
Quando o árbitro aplica o cartão amarelo? 7 infrações da Lei 12
A Lei 12 das Laws of the Game lista sete categorias de infração que rendem cartão amarelo ao jogador. As mesmas regras valem para reservas no banco, técnicos e comissão cadastrada na súmula.
- Comportamento antidesportivo — entrada imprudente, carrinho com pé alto, cotovelada, simulação ou queda intencional para enganar o árbitro, e comemoração com a camisa fora ou subindo no alambrado.
- Dissentimento por palavra ou ação — reclamar persistentemente, gesticular contra a arbitragem ou contestar marcação após o apito.
- Infração persistente — cometer faltas táticas repetidas para parar contra-ataques, mesmo que cada uma seja leve isoladamente.
- Retardamento do reinício do jogo — segurar a bola, demorar em cobranças, atrasar substituição ou perder tempo deliberadamente.
- Descumprimento da distância regulamentar — não respeitar os 9,15 metros em cobrança de falta, escanteio ou tiro de meta.
- Entrada ou retorno em campo sem permissão — atleta sai para atendimento médico e volta antes do sinal do árbitro.
- Saída deliberada do campo sem autorização — abandonar a partida em protesto ou para forçar substituição imediata.
Quantos cartões amarelos suspendem? Tabela por competição
O número de cartões amarelos para acumular suspensão varia em cada competição, assim como o momento em que o contador zera. As principais ligas e copas adotam regras diferentes, e a Copa do Mundo de 2026 — que estreia com a bola Trionda — trouxe um regulamento ainda mais brando para evitar suspensões em fases decisivas.
| Competição | Amarelos para suspender | Quando zera |
|---|---|---|
| Brasileirão Série A | 3 | Fim da temporada |
| Champions League (UEFA) | 3 (depois 5ª, 7ª, 9ª…) | Após quartas de final |
| Copa do Mundo FIFA 2026 | 2 | Após grupos e após quartas |
| Mundial de Clubes FIFA | 2 em jogos diferentes | Após quartas de final |
| Premier League | 5 / 10 / 15 (1, 2, 3 jogos) | Fim da temporada |
| La Liga (Espanha) | 5 | Fim da temporada |
Dois cartões amarelos na mesma partida nunca contam para o acúmulo — viram cartão vermelho e o jogador cumpre a suspensão pela expulsão, conforme regulamento da CBF para o Brasileirão. Após a suspensão cumprida, o contador volta a zero e o ciclo recomeça.
Diferença entre cartão amarelo e cartão vermelho
O cartão amarelo é advertência e o cartão vermelho é expulsão imediata. As duas penalidades se conectam diretamente: duas advertências amarelas na mesma partida equivalem a um cartão vermelho automático, e o jogador expulso não pode ser substituído — o time joga com 10 atletas em vez dos 11 titulares até o apito final.
O protocolo IFAB autoriza o VAR a revisar apenas quatro situações de campo: gol, pênalti, cartão vermelho direto e erro de identificação. Cartões amarelos isolados ficam fora da revisão, mesmo quando o lance vira polêmica nas redes sociais. Por outro lado, o cartão vermelho direto gera suspensão automática para a próxima partida da competição, com possibilidade de ampliação pelo tribunal disciplinar — no Brasileirão, o STJD pode estender a punição para até 12 jogos em casos de agressão.
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Perguntas Frequentes Sobre Cartão Amarelo no Futebol
O que significa o cartão amarelo no futebol?
É a advertência disciplinar prevista na Lei 12 do IFAB. O árbitro mostra o cartão ao jogador, técnico ou comissão por conduta antidesportiva, dissentimento, infração persistente ou retardamento. O atleta segue em campo, mas qualquer segundo amarelo na mesma partida vira vermelho automático e expulsão.
Quantos cartões amarelos levam à suspensão no Brasileirão?
Três cartões amarelos acumulados em jogos diferentes geram suspensão automática por uma partida no Brasileirão Série A, conforme regulamento da CBF. O contador zera após cumprida a suspensão e também ao fim de cada temporada. Dois amarelos na mesma partida não somam — viram vermelho e contam só a expulsão.
Quem inventou o cartão amarelo?
O árbitro inglês Ken Aston, presidente da Comissão de Árbitros da FIFA, criou o sistema em 1966 após o caos disciplinar de Inglaterra x Argentina na Copa daquele ano. A inspiração veio de um semáforo na Kensington High Street, em Londres. Estreou oficialmente na Copa do México em 1970.
Qual a diferença entre cartão amarelo e cartão vermelho?
Amarelo é advertência — o jogador continua em campo. Vermelho é expulsão imediata, sai do jogo e o time fica com um a menos, sem substituição. Dois amarelos na mesma partida convertem automaticamente para vermelho e geram suspensão na rodada seguinte da competição.
O que acontece com dois cartões amarelos na mesma partida?
O árbitro mostra o segundo amarelo seguido do vermelho e o jogador é expulso. O time joga com 10 atletas até o final, sem direito a substituição pela expulsão. Esses dois amarelos não entram no acúmulo de três do Brasileirão — só a expulsão fica registrada na súmula.
O VAR pode aplicar cartão amarelo?
Não, segundo o protocolo IFAB. O VAR só revisa cartão vermelho direto, gol, pênalti e erro de identificação. Cartões amarelos isolados ficam a critério exclusivo do árbitro de campo, mesmo que a infração apareça nítida no replay televisivo durante a transmissão.
Cartão amarelo gera multa para o clube?
Sim, na maioria das competições. CBF, UEFA e FIFA cobram taxa administrativa por cada cartão registrado em súmula, descontada da cota de TV ou repasse do clube. O valor varia por torneio e categoria — clubes da Série A pagam tabela mais alta que Série B ou estaduais.
Jogador reserva no banco pode receber cartão amarelo?
Sim. Pela Lei 12 do IFAB, qualquer pessoa cadastrada na partida — reserva, técnico, preparador físico ou auxiliar — pode receber cartão amarelo ou vermelho por reclamação, invasão da área técnica ou conduta antidesportiva. O cartão do banco entra no acúmulo individual.
Fontes
- Wikipédia — Cartão de penalidade (história e origem)
- UEFA.com — regulamento de cartões na Champions League



