O salto em altura é uma prova vertical do atletismo onde o atleta tenta transpor um sarrafo horizontal a 4 metros de comprimento, com chamada de um único pé. A técnica dominante desde 1968 é o Fosbury Flop, criado por Dick Fosbury nos Jogos Olímpicos do México. Recordes mundiais: Javier Sotomayor (Cuba) com 2,45m em 1993 no masculino, e Yaroslava Mahuchikh (Ucrânia) com 2,10m em 2024 no feminino — quebrando o recorde de Stefka Kostadinova (2,09m) que durou 37 anos.
O salto em altura no atletismo é uma das quatro provas verticais oficiais (junto ao salto com vara) reguladas pela World Athletics, e está no programa olímpico desde Atenas 1896 (masculino) e Londres 1948 (feminino). O atleta corre em curva, chama com um pé, voa de costas sobre o sarrafo e cai em um colchão de espuma de 5m × 3m × 70cm. A modalidade exige equilíbrio entre velocidade, força explosiva e técnica refinada.
No Brasil, a modalidade é regida pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), fundada em 1914. Esse artigo cobre regras, técnica Fosbury Flop, as 4 fases do salto, recordes mundiais e os maiores nomes da história.
| Elemento | Medida Oficial (World Athletics) | Observação |
|---|---|---|
| Sarrafo (Bar) | 4,00 m de comprimento × 30 mm de diâmetro | Material: fibra de vidro ou metal leve, peso máximo 2,2 kg |
| Postes verticais | Mínimo 4,00 m de altura | Devem permitir alturas superiores ao recorde mundial |
| Distância entre postes | 4,00 a 4,04 m | Sustenta o sarrafo nas duas extremidades |
| Área de impulso (semicírculo) | Raio mínimo de 15 m | Atleta escolhe ângulo e ponto de chamada livremente |
| Colchão de recepção | 5,00 m × 3,00 m × 70 cm (mínimo) | Espuma de alta densidade, recoberta com lona |
| Linha de chamada | Não existe | Diferente do salto em distância — atleta chama onde preferir |
Índice
O Que é o Salto em Altura no Atletismo?
O salto em altura é uma prova vertical do atletismo na qual o atleta deve transpor um sarrafo horizontal posicionado a alturas progressivamente maiores, utilizando apenas a chamada de um único pé. Cada atleta tem três tentativas em cada altura — se falhar todas as três, é eliminado da competição. Vence quem ultrapassar a maior altura, com critérios de desempate baseados no número total de tentativas falhadas.
É uma das modalidades mais antigas do atletismo moderno — figura no programa olímpico desde os Jogos de Atenas 1896 (masculino) e Londres 1948 (feminino). Diferente do salto com vara (que usa um instrumento) ou do salto em distância (horizontal), o salto em altura testa exclusivamente a capacidade do atleta de gerar potência vertical a partir da corrida e da impulsão de um pé só.
A regra fundamental: o atleta não pode passar por baixo do sarrafo, não pode usar as duas pernas para impulsionar, e o salto é válido mesmo se o sarrafo balançar — desde que não caia.
Características do Salto em Altura: Pista, Sarrafo e Colchão
A estrutura do salto em altura é simples mas precisa. Os principais elementos são: área de impulso semicircular de raio mínimo 15m, sarrafo de 4m de comprimento e ~2 kg, postes verticais de pelo menos 4m de altura, e colchão de recepção de espuma de alta densidade (5m × 3m × 70cm mínimo). Cada elemento é especificado em detalhes pelo regulamento da World Athletics.
O Sarrafo (Bar)
O sarrafo é o obstáculo a ser transposto. Tem 4 metros de comprimento e 30 mm de diâmetro, feito de fibra de vidro ou metal leve (peso máximo de 2,2 kg). Suas extremidades têm 30-35 cm de comprimento plano, que apoiam sobre os ganchos dos postes. Quando tocado pelo atleta durante o salto, ele pode oscilar — só é considerado falha se efetivamente cair dos suportes.
Área de Impulso (Approach)
A área onde o atleta corre antes do salto é um semicírculo de raio mínimo de 15 metros. Não há linha de chamada — o saltador escolhe livremente o ângulo (geralmente entre 30° e 40°) e a distância da corrida. Atletas elite de Fosbury Flop usam corridas em formato de “J” — 5 a 6 passos em linha reta seguidos de 4 a 5 passos em curva.
Colchão de Recepção
Para garantir segurança em quedas de 2 metros ou mais, o colchão tem dimensões mínimas de 5m × 3m × 70cm, feito de espuma de alta densidade revestida com lona resistente. Em competições internacionais, os colchões podem chegar a 6m × 4m × 80cm. A recepção deve ser feita de costas, com os ombros distribuindo o impacto sobre a maior área possível.
História do Salto em Altura: Da Tesoura ao Fosbury Flop
O salto em altura tem origens em práticas atléticas da Antiguidade, mas foi padronizado no século XIX na Inglaterra e Escócia, onde os primeiros campeonatos surgiram em 1859. Desde então, a técnica evoluiu três vezes — cada vez permitindo saltos mais altos:
- 1860-1936: técnica “scissors” (tesoura) — atleta saltava de lado, com pernas em movimento de tesoura, caindo em pé. Altura máxima atingida: ~2,03m.
- 1936-1968: técnica “straddle” (rolinho ventral) — atleta passava de barriga para baixo sobre o sarrafo. Altura máxima atingida: ~2,29m.
- 1968-presente: técnica “Fosbury Flop” — atleta passa de costas, em arco invertido. Permite alturas superiores a 2,40m. Criada por Dick Fosbury, ouro nos Jogos Olímpicos do México 1968 com 2,24m.
O Fosbury Flop revolucionou a modalidade: em poucos anos após México 1968, praticamente todos os saltadores adotaram a técnica. A biomecânica favorece a passagem em arco invertido porque o centro de massa do atleta pode passar abaixo do sarrafo enquanto o corpo todo o transpõe — eficiência impossível com as técnicas anteriores.
As 3 Técnicas Históricas do Salto em Altura
Embora o Fosbury Flop seja a técnica universalmente usada hoje, conhecer as três técnicas históricas ajuda a entender a evolução da modalidade e as razões da supremacia atual:
Scissors (Tesoura)
A técnica mais antiga e simples. O atleta corre em direção ao sarrafo, chama com o pé externo (oposto ao sarrafo) e passa de lado, com as pernas executando um movimento de tesoura — uma sobe enquanto a outra desce. A queda é feita em pé, sobre as pernas. Limitada pela biomecânica: o centro de massa precisa subir muito acima do sarrafo, gastando energia. Altura máxima registrada: ~2,03m.
Straddle (Rolinho Ventral)
Dominante entre os Jogos de Berlim 1936 e México 1968, com nomes como Valeri Brumel (URSS, recordista mundial dos anos 60 com 2,28m em 1963). O atleta corre, chama com o pé interno e gira sobre o sarrafo de barriga para baixo, fazendo um rolamento ventral. A queda é em areia ou serragem (não havia colchões de espuma ainda). Altura máxima atingida na era straddle: 2,29m (Patrick Sjöberg, 1987 — mas já com colchão moderno).
Fosbury Flop — A Revolução de 1968
O Fosbury Flop é a técnica criada pelo americano Dick Fosbury entre 1963-1968 enquanto era estudante na Oregon State University. Em vez de saltar de barriga para baixo ou de lado, Fosbury saltava de costas, arqueando o corpo sobre o sarrafo. Foi ouro olímpico em México 1968 com 2,24m, surpreendendo o mundo do atletismo. A técnica permite que o centro de gravidade do atleta passe abaixo do sarrafo enquanto o corpo o transpõe — vantagem biomecânica decisiva. Hoje 100% dos saltadores elite usam Fosbury Flop.
As 4 Fases da Técnica Fosbury Flop
A execução do Fosbury Flop é dividida em 4 fases sequenciais, cada uma com mecânica e foco técnico específico. Saltadores elite gastam anos refinando cada fase isoladamente antes de integrá-las em movimento único:
Fase 1: Corrida de Aproximação (Approach)
A corrida tem 8 a 12 passos em formato de “J” curvo. Os primeiros 4 a 6 passos são em linha reta, focando aceleração e ritmo. Os últimos 4 a 5 passos formam uma curva em direção ao sarrafo, criando inclinação centrípeta que ajuda a gerar momento angular para o giro. Velocidade ideal na chamada: 7,0 a 7,5 m/s (atletas elite).
Fase 2: Chamada (Take-off)
A chamada acontece com um único pé (geralmente o pé externo em relação ao sarrafo — o pé esquerdo se o saltador corre da direita, e vice-versa). O joelho do pé livre é elevado vigorosamente, gerando rotação. O ângulo de chamada típico é 15-20° em relação ao sarrafo. Atletas elite geram forças de impulsão entre 2,5 e 3,5 vezes o peso corporal.
Fase 3: Suspensão e Transposição (Flight)
O corpo gira e fica de costas para o sarrafo. O atleta arqueia as costas para trás formando um “U” invertido — quadris altos, cabeça e pernas pendentes. Quando os quadris passam o sarrafo, as pernas são jogadas para cima e para frente em movimento de “ferradura” para evitar derrubar a barra. Esta fase dura apenas 0,4 a 0,6 segundos.
Fase 4: Recepção (Landing)
A queda no colchão é feita de costas, com os ombros distribuindo o impacto. Antes de tocar o colchão, o atleta dobra os joelhos para evitar bater o pescoço ou a cabeça. A recepção segura é só possível por causa dos colchões de espuma de alta densidade — antes deles (era pré-1960), a técnica Fosbury seria perigosa demais para usar.
Regras Oficiais do Salto em Altura (World Athletics)
As regras do salto em altura são padronizadas pela World Athletics (antiga IAAF) e aplicadas em todas as competições internacionais — Olimpíadas, Mundiais, Diamond League e Continental Tour. As principais:
- 3 tentativas por altura: o atleta tem 3 chances de transpor cada altura anunciada. Após 3 falhas consecutivas (na mesma altura ou em alturas seguidas), é eliminado.
- Chamada com 1 pé: é proibido impulsionar com os 2 pés ao mesmo tempo. A chamada deve ser unipodal.
- Sarrafo derrubado = falha: se a barra cair dos suportes durante ou após o salto, é falha. Se balançar mas não cair, é válido.
- Sem passagem por baixo: o atleta não pode passar por baixo do sarrafo durante a tentativa. Cruzar o plano vertical do sarrafo sem saltar conta como falha.
- Tempo limite: 1 minuto entre o chamado do nome do atleta e a tentativa (60 segundos em provas combinadas, 90 segundos em provas individuais avançadas).
- Critérios de desempate: (1) menor número de falhas na última altura conquistada; (2) menor número total de falhas; (3) “jump-off” — salto único com altura sendo abaixada/elevada em 2cm a cada round.
A altura inicial e os incrementos são definidos pelos organizadores antes da prova. Em competições olímpicas, normalmente começa em 2,10m (masc) ou 1,80m (fem) e sobe em incrementos de 3-5cm até afilar.
Como Executar o Salto em Altura Passo a Passo
Para iniciantes que querem aprender o Fosbury Flop, a progressão correta é fundamental — começar pelos fundamentos antes de tentar saltos altos. Esse guia em 5 passos resume a metodologia padrão usada em escolas de atletismo:
- Determine sua perna de chamada: a regra geral é a perna oposta à mão dominante (destros chamam com o pé esquerdo, canhotos com o direito). Teste correndo em curva e observando qual pé naturalmente impulsiona — esse é o seu pé de chamada.
- Aprenda a corrida em “J”: comece com 8 passos — 4 retos para acelerar, 4 em curva em direção ao sarrafo. Treine o ritmo cantando “1-2-3-4-5-6-7-8” em alta velocidade. Marque os passos no chão para padronizar a aproximação.
- Treine a chamada sem sarrafo: pule sobre uma marca no colchão, levantando o joelho da perna livre vigorosamente. Foque em projetar os quadris para cima, não para frente. Repita 20-30 vezes por sessão até a chamada virar automática.
- Adicione o sarrafo em altura baixa: comece com o sarrafo a 1,00-1,20m e foque na rotação do corpo. Passe de costas, arqueando o tronco. Não tente saltar alto — o foco é técnica de transposição limpa.
- Suba progressivamente em incrementos de 5cm: a cada sessão, suba 5cm apenas se você conseguiu 3 tentativas seguidas limpas. Se errar, volta à altura anterior. Atletas amadores levam 6-12 meses para chegar a 1,70m (masc) ou 1,50m (fem) com técnica decente.
O treinamento inclui também trabalho de força (agachamentos, pliometria), velocidade (sprints de 30m) e flexibilidade (alongamento dinâmico). A consultoria de um treinador credenciado pela CBAt é fortemente recomendada para evitar lesões e vícios técnicos.
Recordes Mundiais e Olímpicos do Salto em Altura
Os recordes do salto em altura mostram a evolução da modalidade. O recorde masculino de Javier Sotomayor (2,45m) está em pé desde 1993 — o recorde de atletismo mais antigo entre as provas olímpicas. No feminino, Yaroslava Mahuchikh quebrou em 2024 o recorde de Stefka Kostadinova que durou 37 anos.
| Categoria | Recorde | Atleta | País | Ano |
|---|---|---|---|---|
| Mundial Masculino (outdoor) | 2,45 m | Javier Sotomayor | Cuba | 1993 (Salamanca) |
| Mundial Feminino (outdoor) | 2,10 m | Yaroslava Mahuchikh | Ucrânia | 2024 (Paris Diamond League) |
| Mundial Indoor Masculino | 2,43 m | Javier Sotomayor | Cuba | 1989 (Budapeste) |
| Mundial Indoor Feminino | 2,08 m | Kajsa Bergqvist | Suécia | 2006 (Arnstadt) |
| Olímpico Masculino | 2,39 m | Mutaz Essa Barshim & Gianmarco Tamberi (compartilhado) | Catar / Itália | 2020 (Tóquio) |
| Olímpico Feminino | 2,06 m | Yelena Slesarenko | Rússia | 2004 (Atenas) |
Destaque histórico: o recorde de Sotomayor (2,45m) é considerado um dos mais difíceis de bater no atletismo. Em 32 anos, ninguém chegou a 2,40m — Mutaz Barshim chegou perto em 2014 com 2,43m em Bruxelas, ainda 2cm abaixo do cubano. O recorde feminino de Mahuchikh (2,10m), batido em 7 de julho de 2024 no Paris Diamond League, é particularmente significativo: derrubou um recorde de 37 anos da búlgara Stefka Kostadinova (2,09m em Roma 1987), o segundo mais antigo recorde feminino do atletismo até então.
Maiores Saltadores em Altura da História
O panteão do salto em altura inclui nomes lendários de várias gerações. Os maiores saltadores em altura combinam técnica refinada, longevidade na elite e títulos em competições maiores:
| Categoria | Atleta | País | Conquistas Principais |
|---|---|---|---|
| Lenda histórica | Javier Sotomayor | Cuba | Recordista mundial desde 1993 (2,45m), único homem a saltar 2,45m+ |
| Lenda histórica | Stefka Kostadinova | Bulgária | Recordista mundial 1987-2024 (2,09m), 37 anos como recorde |
| Lenda histórica | Dick Fosbury | EUA | Inventor do Fosbury Flop, ouro olímpico México 1968 (2,24m) |
| Era moderna | Mutaz Essa Barshim | Catar | Ouro olímpico Tóquio 2020 (compartilhado), recorde pessoal 2,43m |
| Era moderna | Gianmarco Tamberi | Itália | Ouro olímpico Tóquio 2020 (compartilhado), recorde pessoal 2,39m |
| Era moderna | Hamish Kerr | Nova Zelândia | Ouro olímpico Paris 2024 (2,36m em jump-off contra Shelby McEwen) |
| Era moderna feminino | Yaroslava Mahuchikh | Ucrânia | Recordista mundial 2024 (2,10m), ouro olímpico Paris 2024 (2,00m) |
O momento mais icônico do salto em altura moderno: nos Jogos de Tóquio 2020 (disputados em 2021), Mutaz Barshim e Gianmarco Tamberi decidiram dividir a medalha de ouro após empate em 2,39m. Em vez de fazer jump-off, Barshim perguntou ao árbitro se era possível dois ouros — e ambos se abraçaram chorando em uma das cenas mais emocionantes do atletismo olímpico do século XXI.
Salto em Altura nas Olimpíadas (Paris 2024 e Los Angeles 2028)
O salto em altura é uma das provas mais tradicionais dos Jogos Olímpicos. Em Paris 2024, os campeões foram Hamish Kerr (Nova Zelândia) no masculino e Yaroslava Mahuchikh (Ucrânia) no feminino. A próxima edição olímpica será em Los Angeles 2028, com provas previstas no estádio LA Memorial Coliseum.
Paris 2024 — Resultados
Masculino: Hamish Kerr (NZ) venceu com 2,36m em jump-off contra Shelby McEwen (EUA) após ambos empatarem na altura. Mutaz Barshim (QAT) terminou em 3º com 2,34m, e Gianmarco Tamberi (ITA) ficou de fora do pódio.
Feminino: Yaroslava Mahuchikh (UCR) venceu com 2,00m, seguida por Nicola Olyslagers (AUS) com 1,98m e Iryna Gerashchenko (UCR) também com 1,98m (3º por critério de tentativas). Mahuchikh também é a recordista mundial atual com 2,10m saltados poucos dias antes dos Jogos.
Los Angeles 2028 — Previsões
Para LA 2028, os favoritos masculinos são Hamish Kerr (defensor do título), Shelby McEwen (vice em Paris) e o eterno Mutaz Barshim (que pode chegar aos 37 anos ainda competitivo). No feminino, Yaroslava Mahuchikh é a favoritíssima — sua faixa etária ideal (vai chegar aos 26 anos) e a marca de 2,10m sugerem que pode dominar o ciclo completo. Brasileiros têm chance de pontuar em finais via classificações continentais sul-americanas.
Salto em Altura vs Outras Modalidades de Salto do Atletismo
O atletismo tem 4 modalidades de salto em campo — duas verticais (altura e vara) e duas horizontais (distância e triplo). Cada uma tem técnica, recordes e características próprias:
| Modalidade | Tipo | Recorde Masc | Recorde Fem | Técnica Dominante |
|---|---|---|---|---|
| Salto em Altura | Vertical | 2,45 m (Sotomayor, 1993) | 2,10 m (Mahuchikh, 2024) | Fosbury Flop |
| Salto com Vara | Vertical | 6,30 m+ (Mondo Duplantis, SUE) | 5,06 m (Yelena Isinbayeva, RUS) | Catapulta com vara de fibra de carbono |
| Salto em Distância | Horizontal | 8,95 m (Mike Powell, 1991) | 7,52 m (Galina Chistyakova, 1988) | Hitch-kick (caminhada no ar) |
| Salto Triplo | Horizontal | 18,29 m (Jonathan Edwards, 1995) | 15,67 m (Yulimar Rojas, 2022) | Hop-Step-Jump (3 saltos sequenciais) |
Continue aprendendo:
- Salto em Distância no Atletismo: Regras, Técnica e História
- Regras do Atletismo: Guia Completo e Simplificado
- Quais São as Provas do Atletismo: Guia Completo
Perguntas Frequentes Sobre Salto em Altura
Qual é o recorde mundial do salto em altura?
O recorde mundial masculino é de Javier Sotomayor (Cuba), com 2,45m saltados em 27 de julho de 1993 em Salamanca, Espanha — o recorde mais antigo entre as provas olímpicas do atletismo. No feminino, o recorde é de Yaroslava Mahuchikh (Ucrânia), com 2,10m saltados em 7 de julho de 2024 no Paris Diamond League, quebrando o recorde de 37 anos de Stefka Kostadinova (2,09m em 1987).
Qual é a técnica usada no salto em altura?
A técnica universalmente usada hoje é o Fosbury Flop, criada por Dick Fosbury em 1968. O atleta passa de costas sobre o sarrafo, arqueando o corpo em forma de U invertido. Permite que o centro de gravidade do atleta passe abaixo do sarrafo enquanto o corpo o transpõe — vantagem biomecânica impossível com as técnicas anteriores (scissors e straddle).
Quais são as fases do salto em altura?
O Fosbury Flop tem 4 fases: corrida de aproximação (8-12 passos em formato de J), chamada (impulso com um pé), suspensão e transposição (corpo arqueado sobre o sarrafo, 0,4-0,6 segundos no ar) e recepção (queda de costas no colchão de espuma).
Quantas tentativas o atleta tem no salto em altura?
Cada atleta tem 3 tentativas em cada altura anunciada. Após 3 falhas consecutivas (na mesma altura ou em combinação de alturas), o atleta é eliminado da competição. Quem ultrapassa a maior altura vence — com critérios de desempate baseados no número de falhas.
Pode saltar com os dois pés no salto em altura?
Não. A regra fundamental do salto em altura é a chamada com um único pé (impulsão unipodal). Saltar com os dois pés é considerado falha. A escolha do pé de chamada é livre — geralmente atletas usam o pé oposto à mão dominante (destros chamam com o esquerdo, canhotos com o direito).
O que acontece se o sarrafo balançar mas não cair?
O salto é considerado válido. O atleta pode tocar no sarrafo durante a transposição — ele só é falha se a barra efetivamente cair dos suportes. Se balançar e voltar ao lugar, a tentativa é aproveitada.
Como Começar a Treinar Salto em Altura
O salto em altura é uma das modalidades mais técnicas do atletismo — exige refinamento de movimentos durante anos. Para começar com qualidade, siga esses 3 passos práticos:
- Procure um clube ou escolinha credenciada pela CBAt: o treino com instrutor qualificado nos primeiros 6-12 meses previne vícios técnicos que limitam progressão futura. A CBAt mantém lista de clubes parceiros em cbat.org.br.
- Construa base atlética antes da técnica específica: trabalhe sprints (30-60m), pliometria (saltos sobre caixotes), flexibilidade (alongamento dinâmico) e força funcional (agachamentos, levantamento terra). Saltadores elite saltam 2x seu peso corporal em agachamento.
- Foque em consistência, não em altura máxima: subir gradualmente, 5cm por vez, com técnica limpa, traz mais progresso a longo prazo do que tentar saltos máximos sem fundamentos. Atletas amadores levam 6-12 meses para chegar a 1,70m (masc) ou 1,50m (fem) com técnica decente.



